Laudo médico PcD 2026: CID, modelo e SUS

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A validação do laudo médico PcD para a Lei de Cotas exige a análise técnica de 3 pilares fundamentais: 1) Abordagem Biopsicossocial: o documento não deve apenas citar o CID, mas provar que existe um impedimento de longo prazo que, em interação com barreiras, obstrui a participação plena na sociedade. 2) Descrição Funcional: é obrigatório detalhar as limitações físicas, sensoriais ou intelectuais e as restrições enfrentadas no desempenho das atividades, conforme a IN MTP nº 2/2021. 3) Rigor Documental: para evitar rejeição na fiscalização, o laudo deve ser assinado por especialista e, em casos específicos (como auditiva e visual), estar acompanhado dos exames complementares obrigatórios.

 

Garantir a inclusão de pessoas com deficiência (PcD) no mercado de trabalho exige mais do que boas intenções: é preciso segurança jurídica. Para o setor de Recursos Humanos, poucas situações são tão frustrantes quanto preencher uma vaga de cota, integrar o colaborador e, meses depois, ter o laudo médico rejeitado (glosado) pela fiscalização do trabalho por insuficiência de provas técnicas.

O laudo médico PcD não é apenas um diagnóstico clínico; ele é um documento jurídico de prova. Na era da Lei Brasileira de Inclusão (LBI – Lei 13.146/2015), o foco deixou de ser apenas a “doença” para ser a avaliação biopsicossocial. Ou seja, o documento precisa provar que existe um impedimento de longo prazo que, em interação com barreiras, obstrui a participação plena daquela pessoa na sociedade.

Neste guia, vamos detalhar os critérios técnicos de enquadramento, apresentar uma tabela prática de condições aceitas e entregar um checklist de validação para blindar seu processo de contratação.

Atenção: este blogpost foca exclusivamente nos critérios para enquadramento na Lei de Cotas (trabalho). As regras para isenção de impostos (IPI/ICMS) ou benefícios previdenciários (BPC/LOAS) possuem exigências distintas.

Se a sua dúvida for sobre o cálculo da cota, o valor das multas e quem conta na base de cálculo da sua empresa, recomendamos a leitura complementar do nosso guia completo da Lei de Cotas (Lei 8.213/91).

O mito do CID e a régua da fiscalização

Um dos erros mais comuns cometidos por candidatos e empresas é acreditar que apenas a presença de um CID (Classificação Internacional de Doenças) no atestado garante o enquadramento como PcD. Isso não é verdade.

Ter uma hérnia de disco (CID M51) ou perda auditiva leve, por exemplo, não torna alguém automaticamente elegível para a cota. O que define o enquadramento não é o nome da doença, mas a limitação funcional que ela provoca.

Para a fiscalização do trabalho, existem dois tipos de documentos muito diferentes:

  1. Atestado médico simples: informa que o paciente tem uma condição de saúde (exemplo: dor lombar), mas não detalha o impacto disso na vida laboral. Geralmente, não é aceito para cota.
  2. Laudo caracterizador de deficiência: descreve detalhadamente as sequelas, as restrições e o comprometimento das funções do corpo. Este é o documento válido.

Manual de Caracterização da Deficiência (SIT/MTE): sua régua técnica

Os auditores fiscais não trabalham com “achismos”. Eles seguem critérios técnicos rigorosos. A principal referência utilizada nas auditorias é o Manual de Orientação para Caracterização de Pessoa com Deficiência, publicado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Embora o Manual SIT/MTE não seja uma lei em si, ele é a referência técnica oficial adotada em auditorias fiscais para verificar se os critérios legais foram atendidos. Se o laudo médico apresentado não seguir a lógica descrita neste manual – comprovando impedimentos, fatores socioambientais, limitações de atividades e restrição de participação –, a chance de rejeição é altíssima. 

Tabela prática: doenças, CIDs e critérios de prova

Para facilitar a validação, preparamos uma tabela que relaciona os tipos de deficiência com exemplos de condições comuns e, o mais importante, o que o laudo precisa provar.

Tipo de deficiência

Exemplos de CIDs comuns (Referência)

A PROVA FUNCIONAL OBRIGATÓRIA (O que o laudo deve descrever)

Física

G80 (Paralisia Cerebral), S78 (Amputação), M21 (Deformidades)

Deve descrever alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo, acarretando comprometimento da função física (exemplo: paresia, plegia, amputação, deformidade).

Auditiva

H90 (Perda de audição), H91 (Outras perdas)

Deve comprovar perda bilateral, parcial ou total, de 41 decibéis (dB) ou mais, aferida pela média das frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.

Visual

H54 (Cegueira e visão subnormal), H54.4 (Monocular)

Lei 14.126/2021 (Visão Monocular). O laudo deve comprovar a cegueira legal em um dos olhos. (Nota: O CID H54.4 refere-se tecnicamente a cegueira em um olho e visão subnormal no outro; portanto, evite basear o laudo apenas neste código se a visão do outro olho for normal).

Intelectual

F70 a F79 (Deficiência intelectual)

Deve atestar funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos, e limitações em habilidades adaptativas.

Mental/ Psicossocial

F20 (Esquizofrenia), F31 (Bipolaridade), F84 (Autismo/TEA)

Deve descrever as barreiras psicológicas e sociais, limitações na interação e comunicação, e comprovar o impacto na vida diária (critério biopsicossocial).

Detalhamento técnico por deficiência

Além da tabela acima, fique atento às nuances exigidas pela legislação atual:

  • Deficiência auditiva e audiometria: o laudo médico sozinho não basta. É obrigatório anexar o exame de audiometria. Pela prática adotada em auditorias, o exame deve ser realizado por fonoaudiólogo, com acompanhamento médico no laudo final ou validação clínica.
  • Visão monocular (Lei 14.126/2021): a visão monocular é classificada como deficiência sensorial do tipo visual para todos os efeitos legais. O laudo deve atestar a cegueira legal em um dos olhos, mesmo com uso de correção.
  • Reabilitados do INSS: este é o “corpo dourado” da Lei de Cotas. O profissional que possui o Certificado de Reabilitação Profissional emitido pelo INSS não precisa apresentar laudo médico novo. O próprio certificado já serve como prova documental para o preenchimento da cota.

Modelo de laudo PcD: o checklist de validação

Muitos profissionais de RH buscam na internet um “modelo de laudo PcD em PDF” para baixar. Essa prática oferece riscos, pois cada deficiência exige um detalhamento específico. O mais seguro não é fornecer um formulário em branco, mas sim auditar o documento trazido pelo candidato.

Use este checklist para verificar se o laudo está apto para fiscalização:

  • [ ] Nome completo e RG/CPF do trabalhador.
  • [ ] CID-10 legível (embora o CID-11 exista, o sistema do eSocial e a fiscalização ainda utilizam o CID-10 como padrão administrativo).
  • [ ] Origem da deficiência: o médico deve informar se é congênita, adquirida ou decorrente de acidente.
  • [ ] Descrição das limitações funcionais (crucial): o laudo descreve o que a pessoa não consegue fazer ou faz com dificuldade? Exemplo: em vez de apenas “dor no ombro”, o laudo deve dizer “impossibilidade de elevação do membro superior acima de 90 graus e redução de força de preensão”.
  • [ ] Parecer sobre permanência: informação se a deficiência é permanente ou se há necessidade de reavaliação futura.
  • [ ] Data, assinatura e CRM do especialista: o médico deve ter competência técnica na área avaliada.
  • [ ] Assinatura do trabalhador: registrando a ciência do enquadramento na cota. (Nota: para cumprimento de obrigação legal, o consentimento específico da LGPD é dispensado, conforme art. 7º e 11 da Lei).

5 erros que causam rejeição na fiscalização (eSocial)

  1. Médico sem competência técnica comprovada: quando um clínico geral assina um laudo complexo (como psiquiátrico ou oftalmológico) sem o suporte de exames ou pareceres de especialistas.
  2. Falta de exames complementares: apresentar laudo auditivo sem audiometria ou laudo visual sem campimetria/acuidade.
  3. Laudo vencido em condições progressivas: para doenças que evoluem ou mudam, laudos muito antigos podem ser recusados.
  4. Ilegibilidade ou rasuras: documentos que impedem a leitura clara do CID ou da descrição.
  5. Inconsistência no eSocial: quando a informação cadastrada no sistema do governo (código da deficiência) diverge do que está escrito no laudo físico arquivado.

Como conseguir laudo PcD? (SUS e particular)

A responsabilidade de conseguir o laudo é, primariamente, do candidato. A empresa pode (e deve) orientar, mas o documento é emitido pelo médico assistente. O Médico do Trabalho da empresa atua na validação (homologação) desse documento para fins de admissão.

Opção 1: pelo SUS (gratuito)

É um direito de qualquer cidadão, mas exige planejamento devido aos prazos.

  1. Porta de entrada: dirija-se à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Clínica da Família mais próxima de sua residência.
  2. Consulta inicial: passe pelo médico generalista/clínico da família e explique a necessidade do laudo para fins de trabalho, apresentando exames antigos se houver.
  3. Encaminhamento (SISREG): se necessário, o médico inserirá uma solicitação no Sistema de Regulação (SISREG) para um especialista. Atenção: o tempo de espera no SISREG costuma variar entre 30 e 90 dias para conseguir a consulta, dependendo da região e da especialidade.

Opção 2: atendimento particular (pago)

É a via mais rápida. O valor de uma consulta com laudo varia conforme a cidade e a especialidade médica, ficando geralmente na faixa de R$ 150,00 a R$ 500,00 (valores médios de mercado, sujeitos a variação regional).

Dica de ouro: oriente o candidato a levar impresso o formulário da empresa ou uma carta de solicitação. Ele deve explicar ao médico (seja do SUS ou particular) que o laudo precisa descrever expressamente as “limitações funcionais”, e não apenas o diagnóstico.

Validade e renovação

Uma dúvida frequente é: “o laudo tem prazo de validade?”. A resposta depende do tipo de deficiência.

  • Deficiências permanentes e irreversíveis: (exemplo: amputações, cegueira total, paralisia cerebral). Embora a lei não exija renovação obrigatória a cada admissão, é uma boa prática de governança atualizar o documento a cada 2 anos (ou conforme política da empresa) para garantir a integridade do prontuário.
  • Condições variáveis ou progressivas: (exemplo: doenças reumatológicas, transtornos mentais, alguns casos de baixa visão). Nesses casos, a validade costuma ser atrelada à evolução da doença, geralmente entre 6 meses e 1 ano, exigindo reavaliação periódica.

Perguntas frequentes sobre o laudo PcD (FAQ)

A legislação de inclusão envolve detalhes técnicos e jurídicos que frequentemente geram dúvidas na rotina das empresas. Abaixo, compilamos as respostas diretas para as questões mais comuns que recebemos de gestores de RH e candidatos sobre validade, custos e regras de enquadramento.

O que é laudo médico PcD?

É um documento técnico emitido por médico, contendo CID e descrição de limitações funcionais, usado para comprovar que um indivíduo atende aos critérios legais de Pessoa com Deficiência (PcD) para fins de cotas de trabalho, concursos ou benefícios.

Como conseguir o laudo PcD?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista (pelo SUS ou particular), levar seus exames anteriores e solicitar um relatório detalhado sobre suas limitações e diagnóstico.

Médico particular pode emitir laudo válido?

Sim. Tanto médicos do SUS quanto da rede privada podem emitir laudos válidos, desde que contenham todas as informações exigidas legalmente e o profissional tenha competência técnica para avaliar a condição.

Fibromialgia é considerada PcD agora?

Depende. Embora existam diversas leis estaduais que reconhecem a condição, ainda não há uma Lei Federal em vigor que garanta o enquadramento automático na Lei de Cotas (8.213/91). Para a fiscalização do trabalho federal, o laudo só costuma ser aceito se a avaliação biopsicossocial comprovar que as dores crônicas geram impedimentos de longo prazo e barreiras efetivas à participação plena, equiparando-se funcionalmente às deficiências listadas.

TDAH dá direito a laudo PcD para trabalho?

Ainda não há enquadramento automático na lista oficial da Lei 8.213/91. Porém, existem decisões judiciais (como do TRF1) que reconhecem o TDAH como deficiência mental/intelectual em casos específicos, baseando-se no conceito biopsicossocial. O Projeto de Lei 479/25, que propõe equiparar TDAH ao TEA, está em tramitação. Hoje, para fins de cota, a Auditoria-Fiscal do Trabalho não aceita administrativamente o TDAH isolado. O enquadramento só costuma ocorrer se houver comorbidades associadas (como TEA ou deficiência intelectual) ou por força de decisão judicial específica.

O que é CID Z50? Ele serve para cota?

Não. CIDs da família “Z” (como Z50) referem-se a procedimentos médicos ou cuidados de reabilitação, e não a doenças ou deficiências. Um laudo contendo apenas esse código será rejeitado na auditoria.

Quanto custa um laudo médico para PcD?

Pelo SUS, é gratuito. Na rede particular, o valor da consulta para emissão varia entre R$ 150,00 e R$ 500,00 em média, dependendo da região e da especialidade do médico.

Visão monocular precisa de laudo novo?

Com a Lei 14.126/2021, a visão monocular é deficiência visual. Se você tem um laudo antigo que não cita essa lei ou não detalha a acuidade visual com correção, é recomendável obter um novo documento para evitar questionamentos.

Glossário de termos técnicos essencial

Navegar pela legislação de cotas exige familiaridade com conceitos específicos que aparecem frequentemente nos laudos e nas normas fiscalizadoras. Para garantir que não restem dúvidas na hora da análise documental, confira o significado dos principais termos utilizados neste guia:

  • Impedimento de longo prazo: condição de natureza duradoura ou permanente que, em interação com barreiras, obstrui a participação plena na sociedade (na Lei de Cotas, a análise foca na estabilidade da condição, diferentemente do BPC, que exige prazo mínimo de 2 anos).
  • Limitação funcional: a perda ou redução da capacidade de realizar uma função fisiológica ou anatômica.
  • Auditoria-Fiscal do Trabalho: órgão do governo responsável por verificar o cumprimento da Lei de Cotas e validar os laudos.
  • SISREG: sistema online usado pelo SUS para gerenciar vagas e filas de consultas com especialistas.

O fim da insegurança jurídica na cota

O laudo médico PcD é a base da segurança jurídica na inclusão. Um documento malfeito ou incompleto pode resultar em um passivo trabalhista milionário para a empresa e em frustração para o candidato que perde a vaga.

Entender a diferença entre “ter um diagnóstico” e “provar uma deficiência” é o primeiro passo para um RH estratégico. Ao seguir o checklist e os critérios técnicos deste guia, você protege sua operação e garante que a inclusão aconteça de forma legítima e sustentável.

O time de RH não foi contratado para decifrar CIDs, mas para gerir talentos. Deixe a complexidade técnica e o risco de glosas com a PCD+. Nós somos especialistas em Triagem de Laudos e Recrutamento Inclusivo: validamos a documentação com rigor de auditoria e conectamos sua empresa a profissionais qualificados.

Fale com um dos nossos consultores e blinde sua operação.

Estamos à sua disposição.

Grande abraço.

Jessé Rodrigues
Especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), com foco no desenvolvimento de culturas organizacionais mais inclusivas e sustentáveis.

 

Pontos chave deste blogpost

  • Segurança jurídica: a validação do laudo PcD não é mera burocracia, mas uma blindagem estratégica contra passivos trabalhistas e multas que podem comprometer o caixa da empresa.

  • O mito do CID: a simples presença de um Código Internacional de Doenças (CID) no atestado não garante o enquadramento. O que valida a cota é a comprovação técnica da limitação funcional e das barreiras enfrentadas.

  • Régua da fiscalização: auditores fiscais utilizam critérios biopsicossociais (baseados na funcionalidade e não apenas na medicina) para aceitar ou rejeitar um documento. Laudos genéricos ou sem descrição de sequelas são alvos fáceis de glosa.

  • Auditoria preventiva: jamais admita um colaborador na cota sem antes submeter o laudo a uma triagem técnica rigorosa. Verificar a elegibilidade antes da contratação é o único método seguro para evitar o “gap” de cota meses depois.

18 thoughts on “Laudo médico PcD 2026: CID, modelo e SUS

  1. Kelly Cristina Gonella says:

    queria mais sobre o assunto pcd ,eu sou Kelly tenho metal leve meu cid 10 f70. eu sofro muito no meu trabalho pq tem gente que não acredita eu tenho pq não parece eu sofro com isso .

      • ISLAN SANTOS SOARES says:

        Olá tenho a Cid m75 bursite aguda não consigo mais pegar peso,sinto muita dor nos ombros, sou pcd? Tenho um laudo médico informando a cid m75.não estou conseguindo mim recolocar no mercado de trabalho

        • Jessé says:

          Olá,

          A CID M75 (bursite aguda) é uma condição que pode causar dor intensa e limitação dos movimentos do ombro . Para ser considerado uma pessoa com deficiência (PcD) e ter direito às cotas no mercado de trabalho, é necessário que a sua condição cause impedimentos de longo prazo que afetem significativamente a sua capacidade de realizar atividades diárias.

          Recomendo que você envie um e-mail para meucontato@pcdmais.com.br para uma análise mais aprofundada da sua situação. A equipe da PCD+ poderá fornecer orientações específicas sobre a sua condição e ajudar na sua recolocação no mercado de trabalho.

          Espero que isso ajude!

          Grato desde já,

          Equipe PCD+

  2. gil says:

    e burocracia em cima de burocracia pra quem e deficiente antes de falicitar a vida de nos deficientes colocam mas barreiras pra nos
    prefiro no ser reconhecido como deficientes pois minha vida e menos burocratica
    a deficiência ta na cara e Tenho que prova que sou deficiente

  3. Clemilson Viana de Albuqueruque says:

    Boa tarde! Por favor, preciso que alguém me ajude, tenho duas amputações de dedos na mão direita, isso ocorreu a muitos anos e só agora estou tentando obter um laudo PCD para poder concorrer a vaga de emprego. Fui ao Posto de Saúde tentar obter pelo SUS, as pessoas no local nem sabiam do que eu estava falando e me encaminharam para o INSS, agendei, compareci no local na hora marcada, a pessoa que me atendeu parecia nem estar me enxergando e me informou que não era com eles. Não sei onde mais eu posso ir para obter esse laudo.

  4. Gustavo Sampaio Montes says:

    Olá, foi diagnosticado com Fibromialgia há 3 anos e recentemente essa doença passou a fazer parte da categoria de PCD no meu estado (ES). Eu já possui um laudo médico com o CID de Fibromialgia, porém, é de uma médico particular. Ele é neurocirurgião e especialista em dor crônica.

    Como faço para conseguir minha carteirinha de PCD? OU só o laudo médico já é suficiente para conseguir obter os direitos da categoria de PCD? Obrigado desde já!

    • Jessé says:

      Olá, Gustavo!

      Para obter o reconhecimento oficial como Pessoa com Deficiência (PCD) no Brasil, especialmente no Espírito Santo (ES), é necessário seguir alguns passos:

      Obter o Laudo Médico Oficial: Embora você já possua um laudo médico com o CID de Fibromialgia, é importante que este documento seja reconhecido oficialmente. No Brasil, o laudo deve ser feito por um médico do Sistema Único de Saúde (SUS) ou por um médico particular, desde que inclua:

      Dados pessoais (nome, CPF, endereço).
      Detalhes sobre a deficiência (neste caso, Fibromialgia).
      Código CID correspondente.
      Descrição das limitações funcionais e do impacto na vida diária.
      Apenas o laudo médico oficial é válido para comprovar a condição de PCD.

      Submissão do Pedido: Com o laudo médico oficial em mãos, você pode solicitar o reconhecimento como PCD junto aos órgãos competentes, como a Secretaria de Justiça e Direito Internacional do Espírito Santo (SEJUS/ES).

      Documentação Adicional: Em alguns casos, especialmente para deficiências não visíveis, podem ser solicitados documentos complementares, como:

      Exames complementares que corroborem o laudo médico.
      Comprovantes de residência atualizados.
      Número de Identificação Social (NIS).
      É recomendável entrar em contato diretamente com a SEJUS/ES ou com o INSS para orientações específicas ao seu caso, garantindo que toda a documentação atendida aos critérios estabelecidos.

      Estamos à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento adicional.

      Equipe da PCD+

  5. Marcelo dias machado says:

    Ola me chamo marcelo e tive glaucoma perdi uma das vista cegueira total marque uma pericia no inss fui a pericia o medico nao me deu laudo e ainda disse que estava apto ao trabalho sendo que por lei tenho direito ao loas enquanto estiver desempregado o pior que nao consigo ser invluido neste pcd e nao consigo trabalho

    • Jessé says:

      Olá Marcelo, tudo bem?

      Lamentamos saber pela situação que você está enfrentando. A perda de visão total devido ao glaucoma pode, sim, se enquadrar como uma condição de deficiência, o que lhe dá direito a benefícios como o LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) enquanto estiver desempregado.

      Em relação ao INSS, recomendamos que você busque orientação jurídica para avaliar se o laudo médico da perícia foi adequado, já que o direito ao benefício deve ser garantido conforme sua condição. Caso não tenha recebido o laudo adequado, você pode recorrer da decisão junto ao INSS ou até solicitar uma nova perícia.

      Quanto à inclusão no mercado de trabalho, mesmo que você tenha dificuldades em conseguir uma vaga, você tem direito à inclusão como PCD. Para facilitar esse processo, sugerimos que nos envie o laudo médico e exames relacionados ao seu caso para que possamos analisar e orientá-lo sobre os próximos passos. Você pode encaminhá-los para meucv@pcdmais.com.br para que possamos avaliar se a sua condição se enquadra na Lei de Cotas e orientá-lo sobre como se candidatar a vagas de PCD.

      Estamos aqui para ajudar no que for necessário!

      Atenciosamente,
      Equipe PCD+

  6. Hyaiza Waleska Viannay Pedrosa says:

    Boa noite!! Me chamo Hyaiza e o médico me diagnosticou com hérnias de disco na cervical e lombar, onde perdi as forças e movimentos parciais dos membros inferiores e superiores , puxo da perna direita. Ele me deu laudo, sendo que é particular, sou do RJ gostaria de saber como faço para obter a carteirinha de pcd?
    Desde já grata.

    • Jessé says:

      Olá Hyaiza,

      Agradecemos por entrar em contato conosco. Com base no diagnóstico de hérnias de disco e perda parcial de força e movimentos, você pode se qualificar como pessoa com deficiência (PCD), desde que possua um laudo médico que comprove a condição.

      Para obter a carteirinha de PCD, você pode começar verificando com a prefeitura do Rio de Janeiro, já que cada estado tem um processo específico para a emissão da identidade. Geralmente, é necessário apresentar o laudo médico, documentos pessoais e comprovante de residência. Recomendamos que você entre em contato com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do RJ ou consulte um centro especializado para obter mais informações detalhadas sobre como iniciar o processo.

      Caso precise de mais orientações ou queira que avaliem a adequação do seu laudo à Lei de Cotas, você pode encaminhá-lo para o e-mail meucv@pcdmais.com.br. Assim, podemos ajudar na análise.

      Estamos à disposição para o que precisar!

      Atenciosamente,
      Equipe PCD+

      • Karina Veridiano Charalli says:

        Olá, sou Karina, estado de SP. Fui diagnosticada com câncer de mama em maio do ano passado, estou em tratamento e acabei de fazer a cirurgia mastectomia radical e esvaziamento da axila direita.
        Quero saber se tenho direito de PCD?
        E o que devo fazer?

        • Jessé says:

          Olá, Karina,

          Primeiramente, desejo uma rápida recuperação para você. Em relação ao seu direito de ser considerada Pessoa com Deficiência (PCD), o câncer de mama pode sim enquadrar-se nessa categoria, especialmente se houver sequelas que causem limitações funcionais.

          Para obter o reconhecimento como PCD, você precisará de um laudo médico que ateste sua condição. Este laudo deve ser emitido por um especialista e incluir:

          Descrição detalhada da deficiência e suas limitações funcionais.
          Código da Classificação Internacional de Doenças (CID) correspondente.
          Informações pessoais (nome, RG, CPF).
          Autorização para tornar pública sua condição, se necessário.
          Aqui estão alguns passos que você pode seguir:

          Agende uma consulta com um especialista: Procure um médico oncologista ou um cirurgião plástico que possa avaliar sua condição e emitir o laudo necessário.
          Unidade Básica de Saúde (UBS): Se você utiliza o SUS, pode agendar uma consulta em uma UBS para obter o encaminhamento para o especialista.
          Documentação: Certifique-se de que o laudo médico inclua todas as informações exigidas.
          Espero que isso ajude! Se precisar de mais alguma coisa, é só falar.

          Assinado,
          Equipe PCD+

  7. Willans Costa Leite says:

    Olá boa noite eu nasci com lábio leporino e palato, recentemente passei para uma universidade pública e preciso de um laudo para poder me matricular como cotista, podem me ajudar?

    • Jessé says:

      Olá, boa noite!

      Parabéns por ter passado na universidade pública! Para se matricular como cotista, você precisará de um laudo médico que ateste sua condição. O laudo deve ser emitido por um especialista médico e deve incluir a espécie e o grau da deficiência, com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).

      Aqui estão alguns passos que você pode seguir:

      Agende uma consulta com um especialista: Procure um médico especialista, como um cirurgião plástico ou um otorrinolaringologista, que possa avaliar sua condição e emitir o laudo necessário.
      Unidade Básica de Saúde (UBS): Se você utiliza o SUS, pode agendar uma consulta em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para obter o encaminhamento para o especialista.
      Documentação: Certifique-se de que o laudo médico inclua todas as informações exigidas pela universidade, como a descrição da deficiência e o CID correspondente.
      Se precisar de mais alguma orientação ou tiver outras dúvidas, estamos aqui para ajudar!

      Assinado,
      Equipe PCD+

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